Aos moldes da operação realizada pelo Ministério da Economia no Feirão de Imóveis SPU+ de Minas Gerais na semana passada, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) anunciou a venda de uma série de imóveis de propriedade da estatal, sendo que alguns já foram a leilão esse ano e não obtiveram sucesso. A estratégia faz parte da tentativa de reduzir os custos da empresa que, sem seu ativo principal, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), seria deficitária.


A estatal mineira abriu consulta pública para que os interessados possam encaminhar propostas para 25 imóveis, entre eles, a Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, os Expominas de Juiz de Fora e o de Araxá, além de terrenos, parques, prédios e salas comerciais em todo o Estado. Todos eles, conforme a empresa, geram mais despesa que receita, ou seja, causam prejuízo.


Segundo o presidente da Codemge, Thiago Toscano, alguns imóveis são destinados à venda, mas no caso dos centros culturais e de eventos, parques e balneários, a Companhia está aberta a outras modalidades, como a concessão do direito de exploração. É o que já acontece com o Expominas de Belo Horizonte e o Grande Hotel e Termas de Araxá, por exemplo, que são de propriedade da companhia e estão concedidos.


“A gente trabalha com dois cenários, um deles é a venda. Mas, a natureza de alguns imóveis que são tombados ou têm uso muito específico restringem a forma de utilização e o privado pode propor. Então, não necessariamente será uma venda, pode ser uma concessão. Posso pegar, por exemplo, o Expominas de Juiz de Fora, ao invés de fazer a venda dele, posso fazer a concessão para exploração. O mesmo é o Parque das Águas em Caxambu que, ao invés de uma venda, pode ser a exploração por um privado no formato de uma concessão ou termo de permissão de uso”, explicou.


A Codemge também participou no Feirão de Imóveis SPU+ de Minas Gerais na semana passada e, a apresentação dos imóveis da Companhia no evento levou à manifestação de alguns entes privados interessados em duas áreas de Ribeirão das Neves, na Grande BH, e outra no bairro Olhos D’Água, na capital.


“Já teve interesse de grupos de São Paulo que trabalham com shoppings centers que manifestaram interesse no Feirão e pediram reunião com a gente, mas não falaram sobre um imóvel específico ainda. Eles primeiro querem sentar com a gente. E também tenho reunião com uma empresa de Belo Horizonte que manifestou interesse nos terrenos de Ribeirão das Neves, que está do lado de uma área de preservação nossa”, relatou Toscano.


*Editais frustrados


O presidente da Codemge explica que, assim como tem feito o governo federal, a companhia também decidiu inverter a lógica dos processos de venda de imóveis. Ou seja, ao invés de lançar um edital de alienação, a empresa está abrindo consulta pública dos imóveis à venda e, se houver manifestação de interesse da iniciativa privada, publica-se um edital de leilão de desestatização ou concessão - a depender de cada situação.


Segundo Toscano, isso evita desperdício de tempo e dinheiro com leilões sem sucesso, como já ocorreu com alguns dos imóveis em consulta pública agora - caso da antiga fábrica da San Marino, às margens da MG-010, em Belo Horizonte, que já foi leiloada pelo menos duas vezes, sendo a mais recente em agosto passado. O valor mínimo do lance era de R$ 20,1 milhões. O mesmo ocorreu com um prédio na rua Aimorés, que teve edital de venda publicado em março deste ano pelo valor mínimo de R$ 15,5 milhões.


*Imóveis da Codemge com consulta pública aberta para aquisição ou parceria:


DISTRITOS INDUSTRIAIS


- Itaúna, na região Central de Minas: área 1 com 150.695,22m² e área 2 com 74.323,53m²;
- Santa Luzia, na Grande BH: SLZ 31 com 204.000m² e SLZ 39 com 539.210m² no Distrito Industrial I e terreno de 22.422,38 m² no Distrito Industrial II;
Sete Lagoas, na região Central de Minas: terreno de 266.067,20m² localizado na MG-238, Bairro Vila Rica, Distrito Industrial II;
- Uberaba, no Triângulo Mineiro: área de 3.991.303,10 m² no Distrito Industrial II;


GALPÕES, PRÉDIOS E IMÓVEIS EM BELO HORIZONTE


- terreno de 4.818,18m² com galpão de 4.594,00m² na avenida Assis Chateaubriand, 713 a 729, próximo ao Viaduto Santa Tereza;
- prédio comercial de 8 andares na rua dos Aimorés, n° 1.697, com área construída de 3.864,70 m²;
- 13 salas comerciais no Edifício Hércules, na rua Espírito Santo, 466;
- galpão de 9.583,22 m² de área construída, em um terreno de 15.990m², onde funcionou a fábrica da San Marino, na rua Aldemiro Fernandes Torres, 1680, bairro Jaqueline;


TERRENOS


- Belo Horizonte: dois terrenos com 30.794,39m² e 27.649,61m² no Bairro Bom Sucesso; área 349.000 m² no Bairro Olhos D´Água, em BH;
- Caxambu, no Sul de Minas: Mata do Jacaré - área de 890.736,00m² com vegetação nativa na Fazenda Taboão;
- Curvelo, na região Central :gleba com 356.829,21m² às margens da BR-135;
- Itabirito, na região Central: Parque Aredes - terreno com 1.018.900 m² localizado na Fazenda Águas Quentes;
- Montes Claros, no Norte do Estado: gleba com 1.859.203,65m²
- Ribeirão das Neves, na Grande BH: Fazenda Mato Grosso II - terreno com 4.742.100m²; e Freitais - terreno com 528.000m²;
- Santa Luzia, na Grande BH: Frimisa - terreno com 2.166.200m² localizado na Fazenda Frimisa; e Pedreira de Calcário - terreno com 267.750m² na Fazenda Carreira Comprida;


CASSINO DE LAMBARI, NO SUL DE MINAS


Imóvel é tombado pelo Iepha e tem área construída de 2.800m². Ele fechou um dia após sua inauguração e, atualmente, o prédio abriga o Museu das Águas


CENTRO DE CULTURA PRESIDENTE ITAMAR FRANCO, EM BH


É um conjunto arquitetônico que abriga a Sala Minas Gerais, a Casa Tombada e o prédio Rádio/TV, no Barro Preto.


EXPOMINAS DE ARAXÁ


Tem 155 mil m² e é formado por um galpão de eventos, um galpão de depósito de móveis, um prédio de escritório, casa de guarita e casa de balança rodoviária .


EXPOMINAS DE JUIZ DE FORA


Localizado às margens da BR-040, altura do km 790, e possui área total de 120 mil m². É formado por um pavilhão de eventos, teatro, salas multiuso, hall nobre, sala VIP e de apoio.


THERMAS ANTÔNIO CARLOS, EM POÇOS DE CALDAS


Prédio histórico no centro de Poços de Caldas com um total de 7 mil m² e onde atualmente funciona um spa termal com fontes naturais de água quente.


PARQUE DAS ÁGUAS LYSANDRO CARNEIRO GUIMARÃES E BALNEÁRIO HIDROTERÁPICO DE CAXAMBU


A área total do parque é de aproximadamente 210.000 m² e é tombado pelo Iepha. Possui lago, gêiser, coreto, 12 fontes de águas minerais, quadras de tênis e vôlei, pista de cooper, piscinas de água mineral, espaço para eventos e playground.


*Fonte: O Tempo
*Fotos meramente Ilustrativas

CODEMGE COLOCA A VENDA PARQUE DAS ÁGUAS DE CAXAMBU, CASSINO DE LAMBARI E MAIS 23 IMÓVEIS DO PATRIMÔNIO MINEIRO



Aos moldes da operação realizada pelo Ministério da Economia no Feirão de Imóveis SPU+ de Minas Gerais na semana passada, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) anunciou a venda de uma série de imóveis de propriedade da estatal, sendo que alguns já foram a leilão esse ano e não obtiveram sucesso. A estratégia faz parte da tentativa de reduzir os custos da empresa que, sem seu ativo principal, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), seria deficitária.


A estatal mineira abriu consulta pública para que os interessados possam encaminhar propostas para 25 imóveis, entre eles, a Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, os Expominas de Juiz de Fora e o de Araxá, além de terrenos, parques, prédios e salas comerciais em todo o Estado. Todos eles, conforme a empresa, geram mais despesa que receita, ou seja, causam prejuízo.


Segundo o presidente da Codemge, Thiago Toscano, alguns imóveis são destinados à venda, mas no caso dos centros culturais e de eventos, parques e balneários, a Companhia está aberta a outras modalidades, como a concessão do direito de exploração. É o que já acontece com o Expominas de Belo Horizonte e o Grande Hotel e Termas de Araxá, por exemplo, que são de propriedade da companhia e estão concedidos.


“A gente trabalha com dois cenários, um deles é a venda. Mas, a natureza de alguns imóveis que são tombados ou têm uso muito específico restringem a forma de utilização e o privado pode propor. Então, não necessariamente será uma venda, pode ser uma concessão. Posso pegar, por exemplo, o Expominas de Juiz de Fora, ao invés de fazer a venda dele, posso fazer a concessão para exploração. O mesmo é o Parque das Águas em Caxambu que, ao invés de uma venda, pode ser a exploração por um privado no formato de uma concessão ou termo de permissão de uso”, explicou.


A Codemge também participou no Feirão de Imóveis SPU+ de Minas Gerais na semana passada e, a apresentação dos imóveis da Companhia no evento levou à manifestação de alguns entes privados interessados em duas áreas de Ribeirão das Neves, na Grande BH, e outra no bairro Olhos D’Água, na capital.


“Já teve interesse de grupos de São Paulo que trabalham com shoppings centers que manifestaram interesse no Feirão e pediram reunião com a gente, mas não falaram sobre um imóvel específico ainda. Eles primeiro querem sentar com a gente. E também tenho reunião com uma empresa de Belo Horizonte que manifestou interesse nos terrenos de Ribeirão das Neves, que está do lado de uma área de preservação nossa”, relatou Toscano.


*Editais frustrados


O presidente da Codemge explica que, assim como tem feito o governo federal, a companhia também decidiu inverter a lógica dos processos de venda de imóveis. Ou seja, ao invés de lançar um edital de alienação, a empresa está abrindo consulta pública dos imóveis à venda e, se houver manifestação de interesse da iniciativa privada, publica-se um edital de leilão de desestatização ou concessão - a depender de cada situação.


Segundo Toscano, isso evita desperdício de tempo e dinheiro com leilões sem sucesso, como já ocorreu com alguns dos imóveis em consulta pública agora - caso da antiga fábrica da San Marino, às margens da MG-010, em Belo Horizonte, que já foi leiloada pelo menos duas vezes, sendo a mais recente em agosto passado. O valor mínimo do lance era de R$ 20,1 milhões. O mesmo ocorreu com um prédio na rua Aimorés, que teve edital de venda publicado em março deste ano pelo valor mínimo de R$ 15,5 milhões.


*Imóveis da Codemge com consulta pública aberta para aquisição ou parceria:


DISTRITOS INDUSTRIAIS


- Itaúna, na região Central de Minas: área 1 com 150.695,22m² e área 2 com 74.323,53m²;
- Santa Luzia, na Grande BH: SLZ 31 com 204.000m² e SLZ 39 com 539.210m² no Distrito Industrial I e terreno de 22.422,38 m² no Distrito Industrial II;
Sete Lagoas, na região Central de Minas: terreno de 266.067,20m² localizado na MG-238, Bairro Vila Rica, Distrito Industrial II;
- Uberaba, no Triângulo Mineiro: área de 3.991.303,10 m² no Distrito Industrial II;


GALPÕES, PRÉDIOS E IMÓVEIS EM BELO HORIZONTE


- terreno de 4.818,18m² com galpão de 4.594,00m² na avenida Assis Chateaubriand, 713 a 729, próximo ao Viaduto Santa Tereza;
- prédio comercial de 8 andares na rua dos Aimorés, n° 1.697, com área construída de 3.864,70 m²;
- 13 salas comerciais no Edifício Hércules, na rua Espírito Santo, 466;
- galpão de 9.583,22 m² de área construída, em um terreno de 15.990m², onde funcionou a fábrica da San Marino, na rua Aldemiro Fernandes Torres, 1680, bairro Jaqueline;


TERRENOS


- Belo Horizonte: dois terrenos com 30.794,39m² e 27.649,61m² no Bairro Bom Sucesso; área 349.000 m² no Bairro Olhos D´Água, em BH;
- Caxambu, no Sul de Minas: Mata do Jacaré - área de 890.736,00m² com vegetação nativa na Fazenda Taboão;
- Curvelo, na região Central :gleba com 356.829,21m² às margens da BR-135;
- Itabirito, na região Central: Parque Aredes - terreno com 1.018.900 m² localizado na Fazenda Águas Quentes;
- Montes Claros, no Norte do Estado: gleba com 1.859.203,65m²
- Ribeirão das Neves, na Grande BH: Fazenda Mato Grosso II - terreno com 4.742.100m²; e Freitais - terreno com 528.000m²;
- Santa Luzia, na Grande BH: Frimisa - terreno com 2.166.200m² localizado na Fazenda Frimisa; e Pedreira de Calcário - terreno com 267.750m² na Fazenda Carreira Comprida;


CASSINO DE LAMBARI, NO SUL DE MINAS


Imóvel é tombado pelo Iepha e tem área construída de 2.800m². Ele fechou um dia após sua inauguração e, atualmente, o prédio abriga o Museu das Águas


CENTRO DE CULTURA PRESIDENTE ITAMAR FRANCO, EM BH


É um conjunto arquitetônico que abriga a Sala Minas Gerais, a Casa Tombada e o prédio Rádio/TV, no Barro Preto.


EXPOMINAS DE ARAXÁ


Tem 155 mil m² e é formado por um galpão de eventos, um galpão de depósito de móveis, um prédio de escritório, casa de guarita e casa de balança rodoviária .


EXPOMINAS DE JUIZ DE FORA


Localizado às margens da BR-040, altura do km 790, e possui área total de 120 mil m². É formado por um pavilhão de eventos, teatro, salas multiuso, hall nobre, sala VIP e de apoio.


THERMAS ANTÔNIO CARLOS, EM POÇOS DE CALDAS


Prédio histórico no centro de Poços de Caldas com um total de 7 mil m² e onde atualmente funciona um spa termal com fontes naturais de água quente.


PARQUE DAS ÁGUAS LYSANDRO CARNEIRO GUIMARÃES E BALNEÁRIO HIDROTERÁPICO DE CAXAMBU


A área total do parque é de aproximadamente 210.000 m² e é tombado pelo Iepha. Possui lago, gêiser, coreto, 12 fontes de águas minerais, quadras de tênis e vôlei, pista de cooper, piscinas de água mineral, espaço para eventos e playground.


*Fonte: O Tempo
*Fotos meramente Ilustrativas